1 - Clique no link a seguir http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/108522_A+ESCOLA+DO+FUTURO e leia a matéria da revista Isto é – Dinheiro de 09/01/2013: “A escola do futuro. A tecnologia invade as salas de aula e já movimenta R$ 1,3 bilhão em negócios no Brasil”
2 - Escolha um trecho curto, uma frase ou período, interessante para você. Poste um comentário com esse trecho e uma justificativa para a sua escolha.
ATENÇÃO! VOCÊ NÃO PODE REPETIR UM TRECHO JÁ ESCOLHIDO POR OUTRO PARTICIPANTE DESSE FÓRUM.

O trecho por mim selecionado na matéria em análise é o seguinte:
ResponderExcluir"Ainda que usar equipamentos tecnológicos não seja a realidade dominante na maioria das escolas brasileiras, o volume de negócios envolvendo tecnologia e educação já é significativo e tende a crescer rapidamente."
Vemos, a partir de tal postulação, calcada em pesquisas e avaliações estatísticas do ensino em escolas do Brasil, que o ambiente escolar, no que tange à evolução das técnicas de ensino e aprendizagem, sofre uma transformação profunda, o que mobiliza tanto estudantes quanto professores. O problema, como o próprio enunciado sugere, é que, num país marcado há séculos por uma intensa concentração de renda, em que, para um ser rico, deve haver ao menos um pobre, senão o sistema do capital não vigora, esse processo de inserção tecnológica nas escolas dar-se-á mais rapidamente em escolas (empresas) onde há verba excedente (capital de giro) e deve ser feito com cautela e reflexões críticas em relação à sua relevância funcional. Assim, é comum percebermos que algumas escolas públicas ficarão à mercê da boa vontade dos governantes, que, um dia, talvez, por tédio, cessarão o desvio de dinheiro público e serão mais caridosos. O fato é que a implementação de tecnologias educacionais traz, ao mesmo tempo, bônus e ônus. Como benefícios, vemos uma atualização do ensino e da aprendizagem, no sentido de que os alunos já serão instruídos, desde cedo, a utilizar os dispositivos com os quais se depararão mais à frente, ao enfrentarem o mercado de trabalho, além da higiene da labuta docente e da existência de maiores facilidade e versatilidade educacionais. Pois bem, o que essa revolução digital traz de ruim é uma necessidade de adaptação dolorosa, por parte de professores que mantêm uma postura conservadora, sobretudo os que nasceram há mais de quatro décadas, e o incentivo natural à manutenção da triste realidade educacional do país, pois, num mesmo bairro, por exemplo, uma escola tem todas as salas equipadas com tablets, lousas mágicas e outros recursos, enquanto outra dispõe apenas de ventiladores que só emanam ar quente, carteiras enferrujadas, gizes que só são repostos bimestralmente, apagadores que mancham mais ainda o quadro, lousas rachadas, e por aí vai. Ou seja, é plenamente ilusório pensarmos que essa iniciativa inovadora em âmbito escolar é a melhor alternativa para o momento, em meio acadêmico, porque antes de se fazer isso, deve-se em pensar em como nivelar a educação de base no país, porque, meus caros, não dá para vivermos mascarados, estampando uma educacão de excelência numa escola privada e escondendo debaixo do tapete outra instituição de ensino que promove, infelizmente, a formação de indigentes, como as muitas municipais.
Postado pelo aluno FELIPE CASSAR, em 08/03/2013.
Felipe, seu texto esta otimo, como sempre.
ExcluirSugiro voce pular uma linha entre os paragrafos. Assim, voce torna o texto mais facil de ser lido.
Parabens!
Olá professora! Me chamo Maurício Fernandes, e ainda não nos conhecemos pois cheguei segunda na disciplina, mas aí vai a parte do texto que me provocou um bocado:
ResponderExcluirA rápida evolução tecnológica é um problema a ser superado pelas escolas. Seguida deste comentário: “O grande desafio da escola contemporânea é evitar os modismos e transformar esse fenômeno em novas pedagogias”, diz o professor da Universidade de Brasília(UnB) Gilberto Lacerda, mestre em tecnologias na tducação pela Universidade Laval, do Canadá.
Estes trechos, que se coadunam, incitam a uma reflexão bastante importante acerca da formação leitora dos alunos de Ensino Fundamental e Médio no nosso país. É crescente o débito que temos com o índice altíssimo de anlfabetos funcionais no Brasil. Em consonância ao processo leitor de cada aluno também devemos olhar para a educação tecnológica deles, pois se nem se dão conta do que é e de como é ler, efetivamente não saberão o que são esses avanços tecnológicos tão relevantes para o desenvolvimento da Educação. Dar apenas a modernidade e deixar os alunos arraigados aos "porões da leitura superficial" será sentenciá-los a um futuro incerto.
O comentário do professor Lacerda é absolutamente pertinente e notório, uma vez que se não houver, de fato, uma nova pedagogia concernente a este avanço não será possível desengessar o modus operandis que tantos professores insistem em aplicar em suas aulas, pois a tecnologia servirá como mero artefato e em algum momento em um bonito adorno para fingir uma pedagogia mais "moderna". Contudo é preciso dar a ver ao professor as ferramentas necessárias de formação para que ele seja, além de um fomentador dessas tecnologias e suas práticas, também um mediador no percurso leitor dos diversos gêneros literários e tecnológicos.
Ola Mauricio! A sua consideracao sobre analfabetismo funcional eh muito pertinente. Afinal, nao adianta nada saber usar o computador e nao saber ler criticamente!
ExcluirDessa forma, continuariamos com os mesmos problemas...
A frase mais interessante para mim foi a seguinte:
ResponderExcluir“...O grande diferencial é a interatividade dos livros”, afirma Marli Pinheiro, diretora-pedagógica do Sigma."“Fica muito mais fácil compreender a disciplina de física, por exemplo, com animações mostrando para que servem as equações.”
O comentário da pedagoga Marli é relevante, pois nos leva a uma reflexão acerca do uso dos recursos tecnologicos em disciplinas consideradas do campo das exatas, como por exemplo, física, matemáica e química, que exigem uma atenção maior, tanto da parte dos alunos como da parte dos professores.
Utilizar esses recursos tecnológicos em sala de aula, certamente facilitará bastante o aprendizado dos alunos, não somente nestas matérias, mas em todas as outras, uma vez que, os estudantes preferem atividades lúdicas em vez de aulas monótonas. No entanto,é importante ressaltar que é preciso sempre aliar esses recursos tecnológicos aos livros didáticos. Contar só com o lúdico,em minha opinião, é privar os alunos de informações que só o livro didático, talvez, possa proporcionar. Além disso, ainda há a questão de que muitos estudantes necessitam de "algo" que eles possam tocar e fazer suas anotações. Dessa forma, o ideal é, manter sempre, a interatividade entre o livro e os recursos tecnolóicos.
Postado pela aluna Amanda Aparecida de S. Teixeira
Oi Amanda!
ResponderExcluirRealmente o grande diferencial da tecnologia eh possibilitar a interacao. O aluno tem a possibilidade de ser agente, ter voz e registrar sua opiniao para que todos reflitam tambem sobre essa posicao.
So ludico nao vale, pois a vida nao eh feita so do ludico e o aluno precisa perceber isso, nao eh?
Muito bom o seu comentario! Parabens!
“Muitas escolas fazem investimentos grandiosos em hardware, mas se esquecem do fator humano”, diz Ronaldo de Carvalho, sócio da empresa. “Na educação, os professores sempre serão mais importantes.”
ResponderExcluirConcordo quando Ronaldo de Carvalho diz que os professores sempre serão mais importantes.
Somos nós que transmitiremos os conteúdos, tiraremos dúvidas e assim por diante. Porém, com o acesso cada vez mais crescente dos alunos a novas tecnologias, esta passa a ter um papel importante no aprendizado. Cada vez mais é preciso saber usar de novos artifícios para "prender" a atenção do aluno, para se criar uma aula mais dinâmica e interativa, já que eles possuem diversas distrações na sala, mesmo que proibidos, como smartphones e tablets. Assim, a relação com o professor fica menos autoritária e passa a ser mais dinâmica, com trocas de informações.
Existem muitos professores que ainda não aceitam essas novas inclusões, ou por não possuírem preparação para utilizar desses novos gadgets ou por insegurança, achando que perderão o seu papel dentro da sala de aula. É preciso cada vez mais atualizá-los, mostrando os benefícios, oferecendo cursos capacitação,etc.
Li em uma matéria em que estudos comprovavam que os novos docentes, por já crescerem com a tecnologia presente em suas vidas, são os que mais se sentem desafiados, com mais vontade de usar e conhecer novas ferramentas que possam tornar a aula mais ativa, mais participativa. Mas acredito que mesmo os docentes mais velhos acabarão cedendo a essas novas formas de aprendizado, talvez não por vontade própria, mas sim da escola e dos pais, que querem que seus filhos saibam usar novas tecnologias e talvez por não dominarem ou não terem tempo, acreditam que a escola seja o lugar ideal para isso. E mesmo com toda a modernidade, os professores nunca perderão seus postos de autoridade máxima na sala de aula se souberem como lidar com a tecnologia, com a internet e afins. Eles serão sempre os mediadores entre os alunos e a tecnologia, garantindo assim, alunos mais interessados em suas matérias e consequentemente, alunos com a capacidade da análise crítica.
link para a matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professor-jovem-tem-mais-dominio-da-tecnologia,704788,0.htm
outro link sobre professores e o uso de tecnologia: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professores-sao-inseguros-para-usar-tecnologia,704780,0.htm
Oi Gabrielle!
ResponderExcluirRealmente, só tecnologia não resolve. Os professores devem ser capacitados. É uma questão de tempo, pois a tecnologia já está inserida na nossa rotina. Aquele que não souber utilizar vai ficar à margem.
Nas escolas do município, por exemplo, as matrículas já começaram a ser feitas online. Há milhares de exemplos de tarefas que só podemos fazer online hoje em dia.
Adorei as suas sugestões de texto! Com a sua atitude a gente pode perceber como a tecnologia nos ajuda. A riqueza de conteúdo que esse fórum nos oferece é extraordinária.
Sugiro que todos leiam as matérias indicadas pela Gabrielle!
Escolhi logo o início do texto porque ao começar a ler o artigo fui ficando impressionada e ao mesmo tempo preocupada.
ResponderExcluir"Quer ver os alunos da Escola Municipal Presidente Pedrosa, de Curitiba, ficarem bravos? Anuncie a eles que chegou a hora do recreio. Quando precisa passar essa “dura” mensagem, a professora é forçada a elevar o tom de voz para ser ouvida em meio aos lamentos dos estudantes. Não que as crianças da instituição não gostem de brincar no pátio. O que as leva a ficar na sala de aula são os notebooks que ajudam a complementar as atividades curriculares."
Ao ler este primeiro trecho do artigo fiquei impressionada porque é bom termos algo que faça com que os alunos fiquem tão interessados em estudar, mas o que me assusta é o porquê disso estar ocorrendo. Ótimo que a tecnologia vem ajudando, mas o meu receio é que ela se torne mais uma muleta.
A maioria das aulas são ilusões de aprendizado. Estarmos trancafiados dentro de um ambiente fechado para aprendermos sobre o mundo real, mas longe dele é uma grande contradição que tem assolado o mundo das escolas. Um grande exemplo disso pode ser a seguinte charge: http://blog.geama.com.br/blog/blogs/blog_educacao/escola-nao-e-bem-isso-que-falam-por-ai/
É muito comum nos atermos aos livros didáticos e não ao real. Exemplo: vamos estudar árvores, mas ao invés de irmos ver a árvore a observar, conversar e dialogar com ela; acabamos vendo ela através de um livro, ou pior, através das palavras do professor. Peguei o exemplo da árvore por ser algo simples, mas quantos são os conteúdos os quais aprendemos apenas na teoria e não na prática? Quase todos. E é por essa razão que aula é uma ilusão. José Pacheco nos diz que se aprendessemos realmente com aulas, até hoje saberíamos como fazer uma equação de segundo grau, por exemplo, ou poderíamos listar de cor todas as datas de todas as guerras do mundo. Mas a verdade é que não lembramos de mais da metade das coisas que supostamente aprendemos no ensino fundamental. E isto se dá porque não vivenciamos o aprendizado.
A minha grande preocupação é se vamos substituir o real mais uma vez, e agora pelo virtual. Podemos apresentar ambientes reais, mas estamos escolhendo mais uma vez fugir disto e agora estamos usando a tecnologia como recurso ao invés do recurso de vivenciar.
Claro que a tecnologia tem um papel importante e muitos pontos positivos, mas ela não pode ser mais uma muleta do sistema instrucional, que se diz educacional.
Outra coisa preocupante foi o tom capitalista do artigo. Falando demais sobre o gastar e o ter. Queremos ensinar o "ter" ou o "ser"?
Carol Barra
Realmente, Carol, a tecnologia nao deve tirar a vontade de a pessoa sair, fazer exercicio fisico, enfim, viver a vida real.
ExcluirEh muito importante os alunos quebrarem a barreira da sala de aula, nao so virtualmente.
As pessoal aprendem interagindo com o mundo real!
Esse aspecto mercadologico do texto tambem eh um fato preocupante. Muito bem destacado! Parabens!
Excluir“A rápida evolução tecnológica é um problema a ser superado pelas escolas. O que a instituição deve fazer para não entrar no ritmo frenético da indústria, que faz com que aparelhos de última geração fiquem desatualizados num piscar de olhos? “O grande desafio da escola contemporânea é evitar os modismos e transformar esse fenômeno em novas pedagogias”, diz o professor da Universidade de Brasília (UnB) Gilberto Lacerda, mestre em tecnologias na educação pela Universidade Laval, do Canadá.”
ResponderExcluirHá na sociedade, de um modo geral, uma necessidade excessiva em ter, como pontuou Carol Barra no outro tópico. No entanto, a atualização velocíssima de tecnologias embute em quem as adquire – ou tem – a igual obrigação de acompanhá-las. Todo o avanço, desenvolvimento e progresso trazem consigo uma ideia perigosa que, rapidamente, pode se transformar em comportamento e compulsão: a obsolescência.
Se todos os dias há uma evolução, uma modificação, atualização de programas, máquinas e recursos, estamos condenados à obsolescência. Sabe-se que, propositadamente, empresas lançam no mercado o produto desejado no ano X e que desdobram o mesmo produto apenas com uma modificação ou outra, e àquele anterior já não é atribuído o mesmo valor, instigando, assim, a necessidade da compra do “novo”.
Pois bem. O texto fornece bastante números (o que me faz lembrar do vídeo passado em sala pela professora Márcia Novellino na última segunda-feira). Números de compras, um pouco das empresas fornecedoras de material tecnológico e desenvolvedoras de programas educativos voltados pra essa área. Interessante? Sim, e muito.
Considerando o trecho destacado, um dos cuidados a serem tomados pela instituição escolar é justamente a obsolescência desses produtos usados no ambiente pedagógico. Diz o especialista que “a rápida evolução tecnológica é um problema a ser superado pelas escolas”; a pergunta é como. Mais: como introduzir novos métodos, que, óbvio e como qualquer outro adotado, trazem consigo “contra-indicações”, sem que antes a escola tenha lidado com os problemas provocados pela interação livro-aluno? Depois: a sugestão oferecida é de que a escola evite modismos. Ok. Ainda que não se entre nas “ondas tecnológicas” ditadas pelas indústrias, a escola precisará se atualizar, caso contrário, esse “fenômeno”, por ora positivo, pode rapidamente se tornar insuficiente, considerando também que trabalhar a partir da realidade do aluno é o que me importa e que esse mesmo aluno está antenado naquilo que há de “ponta”.
Um tanto apocalíptico esse meu comentário. Mas me incomoda profundamente a não atenção/precaução com essa vasta aquisição de materiais. O maior exemplo está na própria história. Há um movimento que se repete, é cíclico: há algo em ordem, em consenso, surge uma demanda por novidade e insatisfação, instaura-se o novo, estabiliza-se o novo, e já já o novo estará disseminado, se mostrando insuficiente para esta outra demanda, vem uma necessidade de romper, instaura-se o novo, estabiliza-se o novo e, novamente, esse novo cristaliza-se.
Elizama Almeida
Elizana, muito bom texto. Porém, ao mencionarmos a questão do consumo nas escolas, focamos um problema da sociedade que já se reflete nas escolas particulares.
ResponderExcluirAlguns responsáveis, não apenas alguns alunos, não valorizam o pedagógico, acreditando que a boa escola é aquela que tem mais recursos tecnológicos, sem refletir sobre o uso desses aparelhos.
Gostei muito das citações que você faz ao comentário da Carol e ao vídeo assistido na aula.
Muito bem!
Meu trecho escolhido para discussão é o seguinte:
ResponderExcluir“Temos de analisar cada estudante ou professor como um possível divulgador da plataforma Microsoft”, diz Milton Burgese, diretor de educação da Microsoft Brasil.
Escolhi este trecho, pois me preocupou um pouco essa visão mercadológica que as novas tecnologias provocam na educação. É claro que não podemos ser hipócritas a ponto de pensar que essas tecnologias não auxiliam no aprendizado dos alunos, mas a questão é como essas novas tecnologias podem gerar uma visão "capitalista" do ensino.
A tecnologia do livro didático foi a pioneira no rumo do ensino a um mero mercado. Livros caríssimos que professores mandam comprar, pois são os autores ou ganham uma "comissão" com a indicação, forma substituídos pelo polêmico uso da fotocópia, uma maneira mais econômica de se conseguir um material escrito.
Agora, com o crescimento das tecnologias digitais em sala de aula, temos que prestar muita atenção no rumo que isso poderá ocasionar na vida de nossos alunos. Afinal, um professor não seria um bom profissional se mandasse uma criança comprar um tablet para a sala de aula. Sabemos das condições do povo brasileiro e certas atitudes podem comprometer o ensino em vez de ajuda-lo.
Judite, você tem razão! Concordo com você que alguns aproveitadores do Marketing já estão com o foco nesse mercado!
ResponderExcluirAtentando ao último parágrafo redigido por Judite e, concordando com o ponto de vista de Adriana Gray, sustento que, realmente, é inviável que, de uma hora para outra, o aluno deva estar preparado para uma bomba como esta: em vez de o professor solicitar a compra de um livro didático, ele solicitar a compra de um tablet ou de um laptop, por exemplo, dispositivos caros que estão em voga no mercado.
ExcluirMuitas famílias, vítimas de uma concentração de renda desumana, típica de um país subdesenvolvido como o Brasil, teriam de reformular drasticamente seus orçamentos mensais, e, com certeza, alguma(s) despesa(s) seria(m) banida(s), para compensar essa lógica do "compra-vende" do capitalismo, associada à aquisição de aparelhos com tantos insumos tecnológicos e que são descartáveis, têm um ciclo de vida bem limitado, para que o motor industrial continue girando de forma feroz. Vale mesmo a pena investir nessa mudança, pessoal?
A todo risco se associa um perigo. Qual é a verdadeira motivação dessa transformação? Pensamos muito que os alunos ficam alienados se não ingressarem no mundo digital, mas esquecemos que eles podem ficar presos ao mundo virtual, esquecendo requisitos básicos que garantem o sucesso profissional: ser um bom leitor, ser um bom escritor, ser um bom ouvinte, ser um bom agente e, por fim, ser um humano com bom senso crítico. Repare na incidência do vocábulo "ser” na minha escrita. Está na hora, definitivamente, de trocarmos o "ter" pelo "ser".
Comentário postado pelo aluno FELIPE CASSAR, em 25/03/2013.
Agradecimentos à professora Adriana, sobretudo pelos ensinamentos tão valiosos.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO trecho que escolho é:
ResponderExcluir“A empresa paulistana Sapienti, que monta salas de aula multimídia, tenta suprir essa lacuna com treinamentos gratuitos aos professores das escolas que adquirem seus produtos, que custam entre R$ 25 mil e R$ 30 mil. Um dos equipamentos que os docentes podem usar nessas oficinas é uma lousa digital de 100 polegadas feita de chapa de metal magnético. Esse material permite desde a exibição de animações interativas até o uso do tradicional pincel atômico. Em meio a isso, é possível ainda realizar uma atividade mais lúdica, aproveitando o metal para colocar ímãs, do tipo dos de geladeira, com figuras no quadro.”
Tomando por análise o trecho acima, percebo de grande validez o investimento das empresas produtoras de tecnologia educacional ao oferecerem treinamento gratuito capacitando os professores à utilização de seus produtos. Por outro lado, a inserção de tecnologia que ambienta um cenário interativo e lúdico na sala de aula, sem dúvida alguma, favorece o profissional da educação com novos instrumentais para o processo de aprendizagem. No entanto, no âmbito da sala de aula, vale-se ressaltar que novas tecnologias e a adaptação do profissional a sua prática não os isentam de estarem em formação continuada, de terem um coeso e coerente plano de aula, da preocupação de se desenvolver competencias no alunado.
Nesse sentido, é de estrema importância o investimento na mão de obra intelectual de modo que dialogue com as mudanças socias, e assim, desperte a reflexão crítica dos alunos, incluse aos novos tempos de inovações tecnológicas. Um profissional mal qualificado, mesmo apto à utilização de um novo instrumental tecnológico, não somaria no processo de aprendizagem, contribuindo, deste modo, para uma defasagem no ensino.
Outra questão são as políticas educacionais. É preciso ter cuidado para que não se tenha um investimento da tecnologia pela tecnologia, afinal, tem-se como fim último a formação do aluno diante dos desafios contemporânes. Portanto, todo o cenário de mudanças deve ser avaliado diantes das reais mazelas, viabilizando um ensino de qualidade.
Isso mesmo, Felipe. A capacitação do professor para utilizar os equipamentos é fundamental! O professor também tem de ter vontade de aprender!
ExcluirOlá Professora Adriana,
ResponderExcluirOlá Alunos,
Todos “Construtores de Conhecimento”.
Confesso que demorei a dar minha colaboração por vários motivos: tempo para sentar-me frente a um monitor, por odiar o PC da minha casa e só ter ele para usar, insegurança diante do novo, entre outros...
Bom, superado o primeiro obstáculo, logo surge outro: escolher um trecho, um tópico, diante de um texto tão rico. Para cada trecho ou frase destacado, um comentário, uma posição e um “cerne” diferenciado.
Seguem, abaixo, minhas considerações.
Hoje, vivemos num mundo globalizado, onde temas como: Inclusão Social, Interação, Educação para todos, Sustentabilidade, Desigualdade estão em foco e sendo trabalhado de diversas maneiras.
Ao ler a reportagem parei exatamente no trecho:
“Segundo o Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), há no País quase 200 mil estabelecimentos de ensino, nos quais mais de 50 milhões de estudantes têm aulas com quase dois milhões de professores.”
Ele nos remete a uma realidade maior, que deve ser considerada, que é a quantidade de pessoas envolvidas na “Educação” em todo o País. Todas, de alguma forma, serão acometidas pela necessidade e pela rapidez da inovação tecnológica.
Este grande número de pessoas possuem necessidades comuns, porém estão inseridas em diferentes grupos sociais, econômicos, culturais e regionais. Todos querem o melhor para si, buscam crescimento, boa educação, mas nem todos possuem condições para tal. Devemos fornecer uma boa educação para todos, mas nem sempre temos as condições básicas necessárias para uma educação simples, quanto mais uma educação com grandes recursos tecnológicos.
Minha preocupação é “macro” observando um âmbito bem maior. Não dá para ignorar as diferenças. Até que ponto será “saudável”, "viável" a rapidez com que a tecnologia invade as salas de aulas?
Pense em apenas um dos 200 mil estabelecimentos de ensino citados na pesquisa. Foque na realidade de uma “escola”, pequena, humilde, de uma cidadezinha no interior do nordeste. Que condições financeiras, pedagógicas, físicas e estruturais, essa escola (como um todo: corpo docente e discente)teria para receber tão alta tecnologia? Será que ela receberia essa tecnologia? Se chegasse ate ela, ela conseguiria acompanhar todo esse desenvolvimento tecnológico, toda a inovação?
Acredito que ainda que não seja este o objetivo, hoje, na prática, a rapidez da inovação tecnológica resultaria em mais desigualdades.
Sei que o nosso lema é “ordem e progresso”, o crescimento e o desenvolvimento são necessários e inevitáveis, mas precisamos nos organizar melhor para tal.
(Aline Flor Sacramento)
Aline, sem dúvidas, há escolas sem água potável, sem banheiro digno, com falta de luz. Essa é a grande realidade do Brasil. Porém, há um grupo que tem tudo isso e não pode ficar sem esse conhecimento tecnologico. Todos os serem têm direito a todos os recursos de inclusão social, inclusive a inclusão tecnológica.
ExcluirDeixo algo para reflexão...
ResponderExcluirAlgo que me chamou muita, muita atenção!!!
***A primeira imagem (foto) colocada no início da reportagem.***
Imagem de uma sala de aula, com a professora e com os alunos cada um com seu tablet posicionado na frente da sua cabeça, todos arrumadinhos, com suas fotos felizes, sorridentes.
Com foco na imagem apresentada.
Pensei em algumas questões como:
1) Até que ponto a inovação pode fazer parte do corpo humano ou substituí-lo?
Ali na foto os tablets estavam no lugar das cabeças dos alunos. Intrigante isso não?
Podemos fazer várias inferências, algumas positivas, outras totalmente negativas.
2) A verdadeira identidade de cada aluno estava representada por suas fotos (perfil) na tela dos tablets?
Será que estavam todos felizes mesmo como nas fotos apresentadas em seu tablets?
Será que por de trás do perfil representado não existia alunos com alguma frustração, insegurança, problema, medo, e outros...
3) Será que receber um texto escrito ou respostas dos alunos via tablets (atividades tecnológicas) não minimiza ou desmascara as necessidades, dificuldades e deficiências que possam ocorrer em algum conteúdo específico, determinado momento ou até mesmo na formação do aluno?
Muita das vezes um tom de voz diferente, um olhar diferenciado, um embargar da voz, ou simplesmente um calar-se, o silêncio, podem dizer muita coisa na relação aluno e professor...
E se, na hora de posar para a foto, acabasse a bateria de um dos tablets, o aluno ficaria sem identificação? (rsrsrsr)
Amigos,
estes são apenas alguns pesamentos meus que resolvi compartilhar com vcs neste nosso espaço.
Abraços,
(Aline Flor Sacramento)
Aline, uma pergunta:
ResponderExcluirAté quando os alunos vão aguentar uma escola tão distante da realidade?
Até quando os alunos vão aguentar entrar no mercado de trabalho e perceberem que apenas o básico que aprenderam se aplica à realidade do mundo do trabalho.
Deixá-los sem acesso à tecnologia e não desenvolver o senso crítico do aluno para utilizar esse recurso é um atraso para a sociedade.
“Vivemos um momento de sedimentação da ideia de que, na escola, cada aluno deve ter um dispositivo, seja tablet, seja PC.”
ResponderExcluirNa minha visão o uso da tecnologia na escola faz-se necessário, pois alunos e professores estão vivenciando dentro e fora da escola à grande quantidade de recursos tecnológicos (televisão, vídeo, rádio, celular, da tachou, calculadora, computador, internet, etc). Uns mais velhos outros mais novos e com isso a quantidade de informação vem aumentando a cada dia. E isso faz com que o uso da tecnologia na escola torne-se indispensável para aquisição e ampliação de conhecimentos.
Alunos e professores precisam ampliar seus conhecimentos tecno-lógicos. Para manusear os equipamentos que estão ao seu alcance, tornando aliados na construção de conhecimento e também como meio de comunicação. É importante salientar, que os meios tecnológicos têm que ser usados na formação de cidadãos críticos, pensantes e politizados. Cidadãos que respeita o seu semelhante e exigem para si o mesmo respeito. Como a escola tem como objetivo formar e possibilitar aos alunos conhecimentos para ser aplicados na vida social, intelectual e profissional, é importante que formamos cidadãos inteiramente conscientes da importância da sua preparação para a vida sócia e também profissional. Pois estamos formando pessoas, para viver dentro da sociedade de forma questionadora e habita para enfrentar as situações da vida em todos os aspectos.
Por isso a tecnologia é indispensável dentro e fora da escola, pois vivemos na era da informação constante devido ao mundo globalizado e capitalista, que exigem cada vez mais do conhecimento e rapidez de informações. Com isso, considero que seria muito importante o governo investir em tecnologia nas salas de aula.
Letícia Assis da Silva Zidório
Professora,
ResponderExcluirEscolhi o seguinte texto, que muito chamou minha atenção: "Pesquisamos exaustivamente a ergonomia e um modo para que as atividades ocorram de uma maneira cooperativa, afirma Elaine Guetter, vice-presidente de tecnologia educacional da Positivo Informática."´
É muito importante que se preocupem, efetivamente, com a ergonomia, mas não só pensando na cooperação das atividades, mas, sobretudo, com a prevenção de problemas posturais durante o uso de tecnologia em sala de aula, durante toda a formação do aluno.
A informatização das atividades escolares é muito importante para que nos mantenhamos sempre atuais e vivamos no presente, não obstante, conscientes de que a educação não pode sofrer prejuízos, é que nos atemos a esses significativos aspectos.
Se nós adultos, no mercado de trabalho, estamos constantemente sofrendo problemas de LER (lesão por esforço repetitivo), tendinites, problemas de coluna, etc., a maioria deles decorrentes de contínuas horas sentados em atividade de digitação e utilização de mouse, o que dizer de crianças que sequer querem interromper suas tecnológicas atividades escolares para ir ao recreio, correr, brincar, exercitar-se? Sem saúde não há educação.
Dessa forma, estou de acordo com a preocupação da vice-presidente da citada empresa. Assim como as atividades laborais requerem todo o cuidado com a ergonomia, sendo, inclusive, objeto de legislação específica e NR/MTE (Normas Reguladoras do Ministério do Trabalho e Emprego), muito antes de chegarmos ao mercado de trabalho, atenção cuidadosa deve ser dada ao uso da tecnologia nas atividades escolares, da qual também não podemos prescindir na formação dos alunos.
Formar cidadãos sem o uso da tecnologia é um grande atraso para a sociedade, mas relegar a saúde a um segundo plano constitui um grande desrespeito à vida. Se investirmos toda a nossa saúde nos avanços tecnológicos, visando à futura captação de recursos financeiros, mais tarde, também no futuro, teremos que esgotar tais recursos para a recuperação da saúde.
Para que possa haver avanços, há que haver harmonia entre investimento e resultados. A educação será sempre um fim nobre, não podendo ser menos nobre o meio de atingi-la.
Sheila Jalles Zibordi
"escola Presidente Pedrosa, que usa a tecnologia como recurso no processo pedagógico" Acredito que a parte que mais merece atenção é justamente na maneira que eles estão utilizando a tecnologia para chamar a atenção dos alunos em desenvolver o processo de aprendizagem. Utilizar diferentes ferramentas - e não apenas isso, ferramentas atuais na dispersão e incentivo à cultura e a aprendizagem é um passo forte e longo para a educação de nosso país. Acredito fielmente que a tecnologia tem que ser usada como uma ferramente para propagar a capacidade de educação dos alunos. Quando eu li a parte que os alunos preferem ficar na sala e não na hora do intervalo, isso realmente me mobilizou em como a forma que a educação é passada afeta a aprendizagem dos alunos! É muito gratificante você encontrar alunos que estão gostando de aprender e notando que a aprendizagem pode sim ser uma forma divertida - e deve - de se entender o mundo que vive e seu lugar neste país na formação de uma criança como cidadão de nosso país. Ensinar os alunos a vivenciar por conta própria este processo de aprendizagem e desenvolvimento de uma forma mais tecnológica - que é a geração que eles nasceram - é uma forma gratificante de encarar o desenvolvimento da educação.
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