1 - Clique no link a seguir http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx e leia a matéria “A Revolução do pós-papel. Ler e escrever na Era Digital. A revolução da internet e dos tablets mudou a maneira como usamos a linguagem – e está afetando nosso modo de pensar” (Revista Veja de 19/12/2012).
2 - Escolha um trecho curto, uma frase ou período, interessante para você. Poste um comentário com esse trecho e uma justificativa para a sua escolha.
ATENÇÃO! VOCÊ NÃO PODE REPETIR UM TRECHO JÁ ESCOLHIDO POR OUTRO PARTICIPANTE DESSE FÓRUM.

De fato, para mim, o trecho que mais merece destaque da matéria da revista vem a seguir.
ResponderExcluir"A escrita no universo on-line é o próprio portal da estrada da ignorância, com pontuação de Murphy, siglas liporídeas, exclamações pandêmicas!!!, tudo num patoá onomatopeico de hehehes e rá-rá-rás enfatizado por LETRAS GRANDONAS ASSIM." (p. 153)
Mais por questões de comodismo, a interação humano-computador tem gerado problemas. Isso porque, numa análise inicial, as pessoas estão criando códigos de escrita e leitura que só elas, vejam bem, só elas (um pequeno grupo) podem decifrar. E qual é o dano que isso traz? O dano trazido é que os estudantes, diante de notebooks, tablets, iphones, qualquer dispositivo que seja, estão fugindo totalmente da norma-padrão do português brasileiro: pontuação incorreta, regências nominal e verbal inadequadas, acentuação caótica, concordâncias indamissíveis em textos formais. Isso é nocivo ao desenvolvimento do aluno enquanto nativo e problemático para o seu desempenho no futuro, quando terá de prestar vestibular (escrevendo redações), escrever currículos profissionais, redigir cartas a supervisores, escrever suas teses de mestrado e doutorado etc. É importante que os alunos tenham uma noção linguística nas escolas, sim, para que tolerem as diferentes realizações e variações linguísticas e não discriminem subgrupos de falantes. Agora, não podemos olvidar que a mídia mundial é conservadora, e a variadade padrão é a mais valorizada em muitos meios no mercado de trabalho contemporâneo. Portanto, a inclusão digital do aluno é pertinente, pois permite que ele se adeque aos equipamentos existentes atualmente, porém é prejudicial porque os vicia a escreverem inadequadamente, despreparando-os para o mercado competitivo. O ideal é que consigamos equilibrar a entrada da tecnologia e a conservação do português formal (ou padrão), pois essa é, ainda, a variedade de prestígio, que, por isso, deve ser respeitada. Seu ensino não pode ficar frouxo com a inserção das telinhas, porque, para qualquer área que se siga em vida, a língua materna sempre estará presente, e, como a maioria sempre vence, o padrão linguístico deve ser o foco na educação dos jovens brasileiros.
Postado pelo aluno FELIPE CASSAR, em 08/03/2013.
Muito bem, Felipe! Deixo o mesmo comentario com relacao a paragrafacao. Pular linhas para marcar paragrafos deixa o seu texto mais facil de ser lido (estou digitanto no tablet, portanto nao tenho acentos e cedilha...).
ResponderExcluirAcho que, com esse comentario, voce ja deu inicio ao seu trabalho final, que poderia ser a elaboracao de exercicios para mostrar aos alunos a diferenca entre linguagem de chat e lingiagem formal.
“ ... O temor é que o universo digital , com abundância de informações e intermináveis estímulos visuais e sonoros, roube dos jovens a leitura profunda, a capacidade de entrar no que o grande filósofo Walter Benjamim chamou de “ Silêncio exigente do livro”.
ResponderExcluirO trecho acima é relevante por mostrar que, embora estejamos em um momento no qual predomina a tecnologia, haverá, sempre, uma preocupação no que diz respeito à leitura mais profunda, ou seja, mais intensa.
É obvio que, esse universo digital, é atraente a todos. A rapidez em buscar informações que levariam horas; a facilidade de se comunicar com o outro ; tudo isso é útil e agradável a nós. Mas, particularmente, ainda prefiro o contato pessoal com os livros.
Em minha opinião, até dá para fazer anotações em um computador. Mas, eu, realmente, preciso tocar/sentir o livro; estar, como diz Benjamim, nesse mundo de silêncio. Infelizmente, às vezes, isso não é possivel, no universo digital, devido aos seus “intermináveis recursos sonoros e visuais".
Não estou dizendo que, um será sempre melhor que o outro, ou que não faço leituras digitais. Como foi mencionado anteriormente, apenas, tenho preferência por um deles.
Embora haja esse posicionamento da minha parte,vale ressaltar que,ambos possuem fatores positivos e negativos, e o ideal seria saber aproveitar tanto um quanto o outro.
Postado por Amanda Aparecida de S. Teixeira
Isso ai, Amanda. Acho tambem que essa questao de leitura profunda esta relacionada a habito e preferencia.
ResponderExcluir"É fundamental que as novas gerações educadas no digital sejam capazes de ler bem, ler para imaginar, para refletir e- eis o apogeu e a gloria da leitura- para pensar seus próprios pensamentos."
ResponderExcluirEscolhi este trecho da matéria, pois tenho minhas dúvidas do quanto ele poderia ser aplicado verdadeiramente. Pessoas que leem na tela de algum aparelho podem (e eu sou uma delas) imaginar as cenas dos romances que leem assim como aqueles que leem no papel.
O ato de fantasiar os personagens e de realizar interpretações diversas é, na minha opinião, algo automático a aqueles que leem o texto em questão e que estão realmente interessados a ele.
Como um exemplo disso esta os livros ilustrados . Muitas pessoas acham que eles impedem as crianças (publico geralmente direcionado para esse tipo de obra)de não conseguirem produzir imagens criativas e relativas daquilo que estão lendo. O que é um grande engano, já que na maioria das vezes as crianças mudam os personagens, indagam porque elas são daquele jeito e etc, resgatando assim um interesse pela obra.
Penso que na era digital, mesmo com o uso de diversas mídias que podem também ilustrar um texto, como videos, flash, fotos e figuras, se o leitor estiver realmente interessado no que esta lendo, sua imaginação e interpretação não serão afetados de nenhuma forma. O que precisamos é separar o que o nosso aluno quer e deseja ler, do que ele não quer, pois pensar que sua falta de imaginação e interpretação é resultado de tudo isso pode ser um grande erro.
Postado por Judite Cypreste.
Tambem concordo com voce Judite! Quanto mais estimulos melhor. A criatividade eh em grande parte resultado dos estimulos que se recebe na vida.
ResponderExcluirTrecho muito bem questionado!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir"A outra tendência é gente que sabe ler, mas não lê. Só lê on-line, e-mails, blogs. Não faz leitura em profundidade. Considero uma tendência assustadora."
ResponderExcluirDiscordo profundamente dessa afirmação conservadora de Roberta Shaffer. Acho que existe sim a possibilidade de se ter uma leitura profunda através de blogs, sites, fóruns e afins. Tomo a mim como exemplo de que isso é possível: leio muitos ebooks (ou textos que os professores pedem) pela praticidade e também pela vantagem de estar sempre conectada à internet, onde caso haja alguma dúvida, eu recorro à wikipédia, dicionários onlines, fóruns de discussão e assim por diante.
Cabe a cada um usar a internet para seu próprio benefício. Claro que existem pessoas que mesmo com essa infinita rede só a usa para entrar em redes sociais e outras coisas que julgam importante para ela, isso é um problema dela, ela que viva com as consequências. Mas dizer que apenas quem lê livros físicos tem uma leitura profunda acho um erro.
Atualmente, é muito raro não encontrar livros em formato eletrônico, mas se isso ocorrer, então será necessário recorrer a uma biblioteca, a um livro físico. Mas tendo a praticidade de fazer uma pesquisa em casa, no seu conforto, não vejo porque não o fazer. Há quem prefira sentir o livro, pegar no livro, mas acredito que mesmo essas pessoas, caso tenham alguma dúvida, vão recorrer à internet e não a uma enciclopédia enorme e desatualizada.
Professora, infelizmente não consegui colocar parágrafos, por isso apaguei o comentário acima e escrevi de novo, porém continua sem parágrafos.
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ExcluirEu também leio muito online! Leio textos densos e profundos na tela sem dificuldade!
ExcluirTudo bem, Gabrielle. Neese caso, a gente faz a paragrafação em bloco, pulando uma linha. O blog não permite o avanço (a identação).
ExcluirNão me dei nada bem com esse acervo e não estou conseguindo ler o texto por esse site... Por tanto vou fazer um comentário bem geral apenas pensando no tema.
ResponderExcluirAcho que um ponto muito positivo sobre a era digital e a leitura é que não tem mais como ouvir um jovem dizer que não gosta de ler porque a leitura é indispensável no mundo virtual. É a maneira como é feita qualquer comunicação, seja por email ou por rede social, além de aumentar bastante a disponibilidade de livros por causa do e-book.
Se soubermos utilizar esse ponto a nosso favor a leitura voltará a ser uma prática comum na vida de todos. Mas para tal também precisamos aceitar as mudanças que irão, de fato, ocorrer na língua.
Carol, o acervo da Veja é interessantíssimo. Imagina que podemos ter acesso a edições de 1968 gratuitamente. Esse recurso é muito bom para o professor.
ExcluirNa próxima aula, conversamos sobre o acesso a esses textos.
Discordo do texto inteiro. Não sei se culpo a Veja ou André Petry, já conhecido pelo perfil de polêmico. Destaco a pergunta: “A arte acaricia a alma, prova a pesquisa, mas haverá arte literária na era do pós-papel?”.
ResponderExcluirHouve um debate caloroso em sala na segunda, do qual tomo parte e levanto a bandeira – mas penso agora: de esquerda ou de direita? Na realidade, neutra. Tomo parte dos sofistas, que, apesar de serem afamados negativamente (sabemos deles apenas pelos que os socráticos, seus opositores ideológicos, pensavam), pensam a verdade em torno da concepção de pluralidade, de que não há verdade única, uma essência. Estamos num sistema mobilista, sendo pessoas diferentes a entrarem em rios diferentes (a filosofia aqui é apenas para equiparar com o primeiro parágrafo do artigo).
Sempre há aqueles assassinos culturais que tentam provar que não há mais literatura de qualidade, não há movimentos interessantes pela cidade, não há mais boa produção de música, a produção e o consumo de poemas está em baixa na sociedade. E o André se posiciona como um desse, num esquema, ridiculamente, maniqueísta.
Nesses tempos de intensa “comunicação”, o que se pode pensar é: sempre houve produção – de qualquer natureza artística – de baixa qualidade ou, pelo menos, não reconhecida, no entanto, pouco se falava sobre, os meios eram estreitos. Atualmente, temos, proporcionalmente, é claro, uma produção de baixa qualidade, mas num meio amplo (e descontrolado) de divulgação. Pode-se ter acesso ao que se julga “bom” a partir do estabelecimento de seus próprios filtros. O homem continua sendo a medida de todas as coisas, numa perspectiva de liberdade e individualidade. Se te queres ler Cinquenta tons de cinza, leia. Se te queres navegar na biblioteca da USP, navegue (http://www.brasiliana.usp.br/). Se te queres ler quadrinhos, vá em frente. Se te queres ler clássicos literários, tenha-os integralmente em sua biblioteca digital. Se te queres misturar funk e Villa-Lobos, ora, veja: http://www.youtube.com/watch?v=O0EqgLk_wc8 (e não se sinta envergonhado caso tenha ficado emocionado ainda que pense que funk é anti-artístico).
A arte permanece, é intrínseca à natureza humana. É só um olhar com um pouco mais de dedicação para a nossa história e observar as pinturas rupestres, o arco (usado para caça) covertido em lira (para a música), os rituais de dança africana etc. Se ele quiser, ele que procure em saber mais sobre o assunto. Só sei que a cidade fervilha em arte literária e eu estou de olho.
Elizama, adorei! Entrei no link http://www.youtube.com/watch?v=O0EqgLk_wc8 ¨todo mundo no passinho¨ indicado por você.
ResponderExcluirRealmente, a possibilidade de troca de informação é surpreendente. Adoro a Internet!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirescolho o trecho seguinte:
ResponderExcluir"Temos examinado estudos sobre o impacto da leitura eletrônica no aprendizado. Os estudos ainda não são numerosos. Mas, até aqui, tem mostrado - e acho que isso vai mudar com o tempo - que as pessoas extraem mais informação ao ler livros físicos. O olho humano ainda não está treinado para absorver da tela do computador o mesmo tanto que absorve do livro de papel"
Na medida em que se entende a leitura como uma aquisição cultural, ou seja, não nascemos preparados para ler, mas adquirimos a prática da leitura e treinamos o cérebro a ela, entendo que essa passagem do livro físico para o digital é gradual,e, de fato, está relacionada com uma questão de evolução.
Acredito, todavia, que o livro físico não possui apenas uma função utilitária, mas proporciona uma experiência estética diferente da que o livro digital oferece. Nesse sentido, acredito que ambos podem coexistirem, proporcionando ao leitor experiências distintas.
Concordo com você, Felipe!
ResponderExcluir" A revolução da internet e dos tabletes mudou a maneira como usamos a linguagem- e está afetando nosso modo de pensar."
ResponderExcluirEscolhi esse trecho por que é muito comum confundir-se “educação via web” com a tecnologia em si. Na verdade, educar por meio da internet requer uma linguagem específica que fica muito além de entregar a cada aluno seu tablete, ou disponibilizar uma visita guiada em 3D no site do museu ou publicar os tão famosos jogos da memória e desenhos para colorir.
A internet ainda é muito pouco utilizada como meio efetivo de troca. É imperativo, porém, que a web seja vista como meio, e não como fim.
Utilizar a web como ferramenta efetiva de educação é importante, sobretudo, quando atentamos para o fato de que, em uma determinada faixa etária, ela é a linguagem dominante. Usá-la pode ser uma vantagem, principalmente entre crianças e adolescentes.
Letícia Assis da Silva Zidório
Destaquei os seguintes trechos: "O Kindle da Amazon tem um dispositivo que exibe os trechos do livro sublinhado por outros leitores. Informa até quantos o fizeram... Logo será possível entrar em contato com esses leitores, mandar-lhes um e-mail... Até os segredos da leitura, antes indevassáveis na mente do leitor agora estão sendo revelados. Amazon, Apple e Google espiam o leitor a qualquer hora. Sabem quantas páginas foram lidas, o tempo consumido, os títulos preferidos. A Barnes & Noble, a maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos, analisando dados colhidos pelo seu leitor eletrônico, o Nook, descobre que livros de não ficção são lidos de modo internmitente. Os romances, não. Leitores policiais são mais rápidos que os de ficção literária."
ResponderExcluirNão obstante estar constatada a facilidade concedida à leitura, é também assustador o que se infere de tal revolução. Não há como impedir essa invasão em nossa vida privada. As editoras têm o controle de informações que revelam nossos hábitos e preferências de leitura. Não é difícil concluir que isso irá, fatalmente, desembocar em uma enxurrada de mensagens de lançamentos e propaganda de livros em nossas caixas postais, de acordo com a preferência e o estilo de cada consumidor leitor. Se por um lado, pode-se vislumbrar algo de proveitoso nisso - como o direcionamento para o gosto de cada leitor, bem como as facilidades de aquisição on line, que fatalmente acompanharão tais mensagens -, não há como negar a invasão de nossa privacidade.
O texto chega a comentar que nos Estados Unidos já existe um movimento de proteção da privacidade do leitor, destinado a regulamentar e limitar essa atuação das editoras. Se tal movimento já existe, conclui-se que a forma como as editoras vêm se utilizando desse acervo de informações colhidas do estilo pessoal de cada leitor já vem incomodando.
Acredito que a era digital veio facilitar, viabilizar e agilizar muito todas as formas de acesso à cultura, mas não podemos perder o controle dos rumos que essa revolucionária transição pode tomar.
Sheila Jalles Zibordi